O QUE O GOOGLE ZEITGEIST NOS DIZ SOBRE OS INTERESSES DO BRASILEIROS?

por ALEXANDRE INAGAKI | 22 dezembro 2011

 

Na semana passada, o Google publicou o seu Zeitgeist, revelando quais foram as buscas que mais cresceram em 2011. É claro que esses dados, vindos do maior buscador do mundo, significam MUITAcoisa sobre quem somos, nossos hábitos e comportamentos na internet. Com essas informações dá pra ter uma ideia bem legal do que, além de minhocas, a galera tem na cabeça quando vai usar a web. :)

Ao todo, o Google separou todas as pesquisas em 10 categorias. São elas:

Aqui, resolvemos chamar algumas pessoas que manjam bastante de web pra comentar alguns dos principais resultados desse Zeitgeist e tentar entender o que eles podem nos revelar sobre os brasileiros. Dessa vez, o escolhido foi o Alexandre Inagaki, . Nós o chamamos pra falar sobre as pesquisas com maior crescimento.

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A ANGÚSTIA DE DRUMMOND E O INFINITO PERDIDO DA INTERNET

por ALEXANDRE INAGAKI | 16 agosto 2011

Você já passou pela angústia paralisante de abrir o navegador, entrar no Twitter ou outra rede social e, em questão de alguns cliques, se ver perdido em meio à barafunda de informações que pulam no monitor, a ponto de você esquecer o que ia fazer, emaranhado na biblioteca de Babel da internet? Pois saiba que essa sensação não é novidade.

Em 1944, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas, basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido”.

Eu, que tenho 11 livros do Drummond, só vim tomar conhecimento desse texto por causa de um post do Felipe Savone. Aliás, li seu blog graças a um item compartilhado no Google Reader por uma das pessoas que sigo por lá, fazendo um fundamental trabalho de curadoria em meio a 48 horas de vídeos enviados a cada minuto no YouTube, 200 milhões de tweets publicados diariamente e 30 bilhões de conteúdos compartilhados por mês no Facebook.

Como não endoidecer nem sucumbir à sensação frustrante de que você pode estar perdendo algo incrível, sensacional, maravilhoso? Agregadores de feeds e sites como o favstar.fm, que destacam os tweets mais favoritados do momento, ajudam. Mas o segredo fundamental é zenbudizar a internet. Ou seja: pratique o desapego. As informações realmente imperdíveis acabarão por chegar às suas mãos, do mesmo modo que a crônica de Drummond me surgiu quando eu matutava sobre o assunto. Faça isso, ou você ficará com a canção dos pôneis malditos na cabeça! #FoiRaquer

Alexandre Inagaki é recordista mundial de abas abertas simultaneamente no Firefox, e acha estranho sentir saudades de sites que mal visitou ou evitava clicar.

A VDD VDDR DA NOVILÍNGUA INTERNETEIRA

por ALEXANDRE INAGAKI | 29 abril 2011

Nos anos 80, foi a turma da Casseta Popular (ou do Planeta Diário, já não lembro mais) quem popularizou uma frase composta apenas de vogais, inspirada pelo vocabulário singelo dos surfistas: “Ó o auê aí, ó!”. Hoje, em tempos nos quais TODOS TUÍTA sentenças que ignoram o presente do indicativo da 3ª pessoa do plural, é possível, graças ao dialeto dos memes, criar frases só com consoantes perfeitamente inteligíveis para os iniciados: “WTF?! BLZ GLR, VLW! PQP VCS, KKKKK!!!”.

O internetês de hoje é fruto de palavras propositadamente abreviadas em janelas de MSN, tweets e SMS, devidamente fecundadas pela influência de blogueiros, twitteiros e usuários de fóruns. Você não precisa, pois, despertar o Professor Pasquale que há em você caso se depare com termos como “CORRÃO” ou “tô de BRINKS”. O mesmo idioma que tornou dinossáuricas palavras como “soviético” e “vitrola” evolui constantemente, fazendo com que palavras surgidas há poucos anos, como “troll”, “bullying” e “ecobag”, já tenham sido incorporadas no vocabulário da sua tia que ainda lhe envia PowerPoints edificantes recomendando o uso de filtro solar.

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5 DICAS DE COMO SE TORNAR UMA WEBCELEBRIDADE

por ALEXANDRE INAGAKI | 19 janeiro 2011

A internet facilitou a revelação de novos talentos. Se antes você precisava ter uma coluna num jornal ou TV para ser formador de opiniões ou depender de contrato com gravadora para fazer com que suas músicas chegassem a todo o país, hoje você basicamente só precisa levar o lema punk às últimas consequências: do it yourself.

Laura Neiva, atriz descoberta no Orkut

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PÁGINA VIRADA PARA OS VEÍCULOS IMPRESSOS?

por ALEXANDRE INAGAKI | 25 novembro 2010

jornal_90

 

No primeiro trimestre de 2043 os jornais impressos deixarão de existir. Isto é, se a previsão que o professor universitário e jornalista Philip Meyer, que cravou esse palpite polvopaulístico no livro The Vanishing Newspaper, estiver correta. Já eu questiono: os impressos sobreviverão até lá?

Momento #prontofalei: perdi o hábito de ler veículos impressos. Cancelei a assinatura da Folha há quase 2 anos e estou muito mais acostumado a ler os sites de publicações como Época ou Superinteressante. E, do mesmo modo que só ouço rádio quando estou no trânsito ilhado num carro, folheio revistas apenas quando estou na poltrona de um avião ou na sala de espera de um dentista.

Se eu, que tenho 37 anos e cresci comprando revistas em bancas, estou assim, o que dizer da geração Y, que fica sabendo das notícias pelos Trending Topics ou atualizações de feeds? Por que esses dataholics, que querem saber tudo ao mesmo tempo agora, aguardarão a próxima edição diária, semanal ou mensal para consumir textos estáticos sem nada que possa ser clicado, comentado, embedado ou retuitado para os amigos?

A Folha de S.Paulo, que chegou a vender 1,2 milhões de exemplares em 1995, hoje tem tiragem de 295 mil exemplares/dia. Em uma recente conferência, Arthur Sulzberger Jr., publisher do The New York Times, admitiu: “Nós deixaremos de imprimir o jornal em algum momento do futuro”.

Será que tablets, e-readers e iPads representarão para veículos impressos o equivalente aos mp3 players para os finados discmans e ancestrais mais distantes, como as vitrolas? Exercícios de futurologia costumam ser mais furados que indicações do Who To Follow. Porém, devo dizer que, apesar de duvidar da sobrevivência a longo prazo dos impressos, creio que revistas e jornais não acabarão.

Deverão resistir seguindo os passos do Jornal do Brasil e da Gazeta Esportiva, que deixaram de existir em papel, mas mantêm-se como publicações digitais. As interfaces mudam, mas continuaremos acompanhando publicações bacanas, pouco importando que elas estejam na forma de fanzine xerocado, revista de bolso ou aplicativo de iPhone.


Alexandre Inagaki tem guardadas quase todas as edições impressas da PIX. Pouco as folheia, porém, porque é mais prático revê-las no site. Escreve em pensarenlouquece.com e @inagaki. E adora um verso do Olodum que diz: “adeus não, me diga até logo”.

WWW.DESENCALHANDO.COM

por ALEXANDRE INAGAKI | 8 junho 2010

Redes sociais servem para muitas coisas: compartilhar conhecimentos, fazer networking, disseminar informações, debater ideias e, não menos importante, auxiliar solteiros a encontrar companhia para o Dia dos Namorados. Em especial incautos que não foram bafejados pelo timing da comédia aliado à síntese do hai-kai, requisitos fundamentais para uma boa cantada, e ainda perambulam por aí perguntando pelo telefone do cachorrinho.

Aos menos inspirados que atiram para todos os lados na guerra dos sexos e não pegam nem resfriado, recomendo renovação de suas munições de cantadas seguindo o blog Vai Que Cola e perfis como @pedreiro_geek e @melhoresxavecos, que postam torpedos como estes: Se me perco nessas curvas todas, nem o Google me acha mais!, Vamos fazer um Big Brother no meu apê? Minha cama vai ser o paredão e eu já te indiquei, Me joga na panela, me chama de miojo, espera 3 minutos e vem que tá gostoso!, Você não precisa ser janela de MSN pra me chamar a atenção e me fazer tremer…

Outra fonte de (ins)piração? Os Trending Topics do Twitter, que volta e meia destacam hashtags dedicadas ao assunto. Coleguinhas de redação se deleitaram, por exemplo, com a tag #ComoCantarUmJornalista: Vamos pular o nariz de cera e ir direto pras 2 perguntas do lead: quando e onde?, Me mostra sua externa que eu te dou uma exclusiva!, É necessário sempre ouvir as duas versões da história – quer ouvir a minha lá em casa?, Pega minha notícia, me joga na primeira página e me chama de manchete!

Nestes tempos de long tail, que tal investir em nichos? Se você tem complexo de Édipo ou de Electra, invista no Broto Bacana, site de relacionamentos para aqueles com mais de 40 anos. Ah, sua preferência é por olhos puxados? Ok: Hai-net. Você é gay, lésbica ou bissexual? Gencontros. É evangélico e busca um amor divino? Divino Amor

Há tampas para todos os tipos de panelas no imenso bar virtual da internet. Puxe uma cadeira, participe das conversações e não se esqueça: se seu pai não tivesse paquerado sua mãe, você não estaria aqui. E lembre-se, enfim, daquela canção de Beto Guedes e Fernando Brant: “O medo de amar é não arriscar/ Esperando que façam por nós”.


Alexandre Inagaki é jornalista e consultor de comunicação digital. Bloga em Pensar Enlouquece, tuíta em @inagaki e liga no dia seguinte.

MULHERES, HÍFENS E TWITTER

por ALEXANDRE INAGAKI | 4 dezembro 2009

Há algum tempo tive a oportunidade de presenciar como funciona a produção de conteúdo colaborativo ao postar uma observação descompromissada em meu Twitter @inagaki: “O comportamento das mulheres e as regras do hífen, duas coisas que jamais conseguirei compreender direito”.

A partir desse pensamento aleatório, recebi uma série de respostas e comentários, tanto no Twitter quanto no Facebook, que complementaram, esculacharam e/ou aperfeiçoaram minha frase, não necessariamente nessa ordem. Eis algumas das réplicas que recebi:

@douglasmiguel: Pelo menos as regras do hífen você pode consultar no Google quando precisar.

@franpoletti: É fácil, em ambos os casos vc não precisa entender. É só obedecer que não arranja guerra com ninguém. :D

@anamangeon: Tudo que tem regra é complicado, moço. ;)

@bqeg: Eu li “o comportamento das mulheres e as regras do hímen”, o que estaria no contexto, pois isso também não entendemos.

@avidasecreta: Ou seja, mulheres e língua portuguesa são misteriosamente interessantes apesar de incompreensíveis.

@musashinm: O meu problema é com o comportamento das mulheres e os “por que”, “porque”, “por quê”, “porquê”, etc… :P (rs)

@rebokel: No meu caso é impedimento, além das regras de hífen…

@carollinden: Também não entendemos o comportamento de vocês. O hífen pelo menos a gente aprende com o uso. ;-)

www.facebook.com/fausto.rego: O hífen eu até entendia razoavelmente. Mas aí veio a reforma ortográfica e igualou o hífen às mulheres.

@iarana: Com mulheres use o bom senso. Com o hífen, na dúvida não use, é melhor sem do que usá-lo errado. #conselho.

@alex_rp: Inagaki, o hífen não tem TPM.

@Linamarina: O comportamento das mulheres e as regras… Pra que entender? Se o mistério faz parte da diversão…

www.facebook.com/anacarolinamoreno: O comportamento dos seres humanos, vá. Tem muito homem no mundo que toma atitudes que você não entende.

@carolangrisani: Mulher é pra se obedecer e regra do hífen pra decorar! =P

Alexandre Inagaki tuita sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais em @inagaki e gosta de tudo que foge à sua compreensão. Exceto hifens.


COMO O “YES, WE CRÉU” EMPLACOU O MÚMERO 1 DOS TRENDING TOPICS

por ALEXANDRE INAGAKI | 20 outubro 2009

A frase que assolou o Twitter no dia em que o Rio foi anunciado como a sede da Olimpíada de 2016 na verdade havia sido criada há pouco mais de cinco meses, como uma resposta dos cruzeirenses a uma sátira criada pelos torcedores do Clube Atlético Mineiro, que usaram as iniciais do seu time para parodiar o slogan da campanha de Barack Obama: “Yes, We C.A.M.

No primeiro jogo das finais do campeonato mineiro, em 26 de abril, o Cruzeiro goleou o rival por impiedosos 5 x 0, inspirando o surgimento, em velocidade 5, de um novo bordão: “Yes, We Créu!”. Meses depois, eis que a frase tomou de sopetão o Twitter. O primeiro usuário a postar a frase “Yes, We Créu” foi Tadeu Vieira, presidente do Clube de Criação do Rio de Janeiro (CCRJ), exatamente às 13h52 do dia 2 de outubro, momentos após o anúncio da sede dos Jogos de 2016. Cinco minutos depois, foi a vez da curitibana @Sovietska tuitar: “#RIO2016: Yes, We Créu”.

Logo depois Marcelo Tas retuitou o post de Sovietska a seus mais de 390 mil seguidores, e pronto: a frase, sarcástica e sintética, passou a se alastrar na web feito fogo em palha seca, chegando até o topo do Trending Topics, termômetro de assuntos mais comentados mundialmente no Twitter. Só soube dos responsáveis pela difusão da frase no dia seguinte, quando tuitei que @Sovietska teria sido a criadora da frase. Fui logo corrigido, por meio de replies, pelo Tadeu, que esclareceu que o “Yes, We Créu” fazia parte de uma campanha criada pela F/Nazca para o CCRJ dias antes, e por Bruno Vox, que citou a paródia da torcida cruzeirense.

Graças ao Twitter, pois, descobri as várias paternidades da frase, que em questão de horas virou cartaz (uma montagem de Rodrigo Hasimoto com base na ilustração “Obamis”, criada por Sandro Menezes), vídeo no YouTube e tópico na Wikipedia em inglês, redigido por Pedro Aguiar. E assim, alastrando-se por meio de várias vias paralelas, a frase “Yes, We Créu” caiu no gosto popular, marcando o dia em que os tuiteiros brasileiros celebraram em ritmo de funk a vitória do Rio sobre o Chicago de Obama.

Alexandre Inagaki é especialista em atropelar deadlines, sem parar para prestar socorro, e dá as suas tuitadas em @inagaki

“FAZ UM VIRALZINHO?”

por ALEXANDRE INAGAKI | 3 setembro 2009

Publicitários de todo o mundo espremem neurônios em suas cabeças pensando na seguinte questão: como criar um vídeo “viral”, daqueles capazes de fazer com que internautas disparem e-mails, abram janelas no MSN e postem links no Twitter, ansiosos por compartilhar a coisa mais bacana e/ou besta de todos os tempos da última semana?

Há quem creia que o segredo é produzir um vídeo que seja engraçado e que aparente ser amador. Porém, como simular espontaneidade? Há uma linha muito tênue separando o que é genuinamente cômico das vergonhas alheias mais constrangedoras possíveis, travestidas em ações e campanhas tão forçadas quanto risadas de claques de programas pseudo-humorísticos.

Fato: a maior parte dos vídeos espontaneamente disseminados tem tanta lógica quanto um poema dadaísta. Como explicar o sucesso, por exemplo, da expressão “Ronaldo!”, que saiu da entrevista de um torcedor do Corinthians ao programa Pânico na TV? Ou entender como a imagem de um gordinho mexicano caindo em um riacho após ter sido sacaneado pelo primo (busque por “La Caida de Edgar”, ou “a queda de Edgar”) originou um vídeo com mais de 15 milhões de visualizações no YouTube, diversas versões remixadas, um verbete na Wikipédia e, por fim, um comercial para uma marca de biscoitos que buscou capitalizar toda a repercussão espontânea dessa história?

Jeremias Muito Louco, Neisa Pantera, Gizelle Madonninha, Stefhany, Ewerton Assunção, Fabiula de Brasília… Nestes tempos de cauda longa, o que não faltam são microcelebridades que angariam seus 15 bytes de fama e somem, tão voláteis quanto memória RAM. Feito Katilce Miranda, fã do U2 que foi beijada por Bono em um show em fevereiro de 2006. Por conta disso, seu perfil no Orkut recebeu 1 milhão de recados em seu scrapbook em meras 48 horas. Eu, que na época entrei na comunidade “Vendo Chevette 81 no perfil na Katilce”, não tenho a menor ideia do seu paradeiro. Pudera: há casos em que fama e infâmia se confundem, e não só na sonoridade das palavras…

Alexandre Inagaki é jornalista, consultor em mídias sociais e autor de um blog hospedado em  www.pensarenlouquece.com

O AMOR E SUAS (IN)DEFINIÇÕES

por ALEXANDRE INAGAKI | 5 junho 2009

Ah, o amor. O que dizer a respeito desse sentimento com nome de paçoca que se esfarela pelo céu da boca? Comecemos consultando o oráculo Google (www.migre.me/1rP4), que informa as seguintes definições para o amor: “freguesia portuguesa do distrito de Leiria, com 4.738 habitantes”, “enfermidade temporária que se cura com o casamento” (frase de Ambrose Bierce), “aquilo que começa com um príncipe a beijar um sapo e acaba com um careca a olhar para uma mulher gorda” ou “forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consangüinidade ou relações sociais”.

Se você não gostou das definições dadas pelo Google, espere para ler o que o escritor Charles Bukowski vociferou: “O amor só convém aos que não são capazes de suportar a pressão psíquica. Pois amar é nadar contra uma correnteza de mijo com dois barris cheios de merda amarrados nas costas”.

Charlie Kaufman, cineasta e roteirista, também joga no time dos céticos: “O amor nada mais é do que um agrupamento bagunçado de carência, desespero, medo da morte, insegurança sobre o tamanho do pênis e a necessidade egoísta de colecionar o coração de outras pessoas”. O mesmo Kaufman cunhou outra pérola em um diálogo de seu script para Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: “O Dia dos Namorados é uma data inventada pelos fabricantes de cartões comemorativos para fazer as pessoas se sentirem como lixo”.

Por que tantas pessoas falam do amor de modo tão cético e cínico? Talvez a resposta esteja nas palavras do mitólogo Joseph Campbell, que no fundamental livro O Poder do Mito nos ensina: “O amor é o ponto de combustão da vida; como a vida é dolorosa, assim é o amor”. E complementa: “O amor é a dor de estar verdadeiramente vivo”. Bem disse Machado de Assis: “A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada”. Calemos a boca e os pensamentos, pois. E amemos mais. ;)

Alexandre Inagaki escreve em www.pensarenlouquece.com e recomenda, aos que dizem (sabiamente) que uma imagem vale por mil palavras, uma visita a www.luvluvluv.tumblr.com.