EM QUALQUER TELA, EM QUALQUER LUGAR

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 18 agosto 2011

“Quantas horas você fica conectado na internet?”, a pergunta da pesquisa quer saber. E eu tenho medo de responder: “Não me desconecto nunca!”.

Ficar na internet e o conceito de “estar conectado” nada mais têm a ver com ficar na frente de um computador. Quando se fala em mobile, ainda vem à cabeça o telefone celular. Não um iPhone ou Android propriamente dito, mas um daqueles metálicos, que dobram e tocam os ringtones mais cafonas. Esses aparelhos fazem parte do universo “mobile”, mas mobilidade nada mais tem a ver com telefones celulares.

Não podemos mais contar quanto tempo a gente “fica na internet” porque, tecnicamente, se você tem um smartphone no bolso e tem pacote de dados, seu smartphone está “online” 100% do tempo. Ele recebe mensagens, e-mails, acessa a internet. Só porque você não está olhando pra ele não quer dizer que você não esteja conectado.

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GOOGLE, FACEBOOK, APPLE, GOOGLE, FACEBOOK, YAAWN

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 2 maio 2011

Reparou que agora é assim? Só se fala dessas 3 empresas na mídia especializada sobre tecnologia. Aliás, em qualquer notícia  sobre tecnologia, é só do que se fala. Tem outra coisa pra falar?

Ah, sim. Tem o Twitter. E tem os problemas da Microsoft. Que a RIM (Blackberry) está perdendo mercado, que a Nokia não é mais a mesma, mas que a Motorola lançou um tablet. Fala-se de outras coisas por uns instantes e depois a notícia volta a ser sobre Google, Facebook, Apple, Google… Por quê?

Porque a gente está caminhando para um mundo cada vez mais de plataformas. Cada vez menos tem internet e cada vez mais tem propriedades, reparou? Google, Facebook e Apple são as 3 principais propriedades do mundo digital existentes atualmente, onde gastamos provavelmente 80% (ou mais!) do nosso tempo digital. É que na verdade essas 3 são mais do que propriedades, são ecossistemas.

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FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM, FACEBOOK

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 24 novembro 2010

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Que barato fazer aniversário na era das redes sociais.

O aniversário digital não chega a ser novidade. Pelo menos há uns 10 anos, fazer aniversário é sinônimo de telefonemas, SMSs, e-mails, recados de voz no telefone de casa e no celular, mensagens via instant messengers tipo MSN e scraps na sua rede favorita.

No final do dia, tal qual costumávamos contar os presentes depois de uma festa de criança, a gente contabilizava o saldo de saudações daquele dia: 12 SMSs, 8 mensagens de voz, uns 15 contatos pelo MSN, 26 scraps e 16 e-mails.

Mas, este ano, alguma coisa estava diferente. Às 10 h da manhã, eu não tinha recebido nenhum telefonema, nenhum torpedo, nenhuma mensagem no MSN e apenas um e-mail de um ser humano, a minha mãe, e uns 4 ou 5 e-mails automáticos de lojas da internet. Só isso. Isso e 43 posts, 16 likes e 5 presentes virtuais no Facebook.

Todo mundo, absolutamente todos os meus amigos e parentes me cumprimentando este ano via Facebook. Sim, eu sei que é uma rede que tem mais de 500 milhões de usuários no mundo, mas nas minhas contas é bem mais do que isso. Tipo, provavelmente, 98,3% de todo mundo que eu conheço, família e amigos está agora no Facebook, e por lá me mandaram os mais calorosos e bacanas parabéns que eu recebi em muito tempo.

E, durante os minutos que eu levei para escrever estes últimos dois parágrafos, ganhei mais 4 posts e dois likes no meu wall. O dia promete.

Nunca um único site conseguiu unificar tanto meus contatos ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, nunca foi tão fácil dar parabéns e estar próximo das pessoas, mesmo na distância.

Eu ouvi dizer de gente que já está inclusive fazendo suas festinhas de aniversário de forma virtual, convidando os amigos dentro de games. Eu resolvi continuar me encontrando com os amigos pessoalmente para esse tipo de ocasião, pelo menos por este ano. Mas aproveitei e mandei o invite para a comemoração pelo Facebook mesmo, já que estávamos com direito a sistema de RSVP incluído pra saber quanta gente pretende aparecer.

Se o Facebook tem mesmo como objetivo virar o centro da vida das pessoas, oferecendo todas as ferramentas de que elas precisam pra se comunicar, eu diria que, baseado no meu aniversário, eles já estão conseguindo.

Feliz aniversário pra mim, Facebook!

PS: Mais 6 posts novos no meu wall.


Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

E A CONTA? QUEM VAI PAGAR?

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 8 junho 2010

Que mundo bacana em que a gente vive. No iPod Shuffle, o menor dos iPods, cabem 2 gigas. O equivalente a 1.000 músicas, ou cerca de 125 mil LPs. No meu HD, eu tenho uns 200 filmes e mais umas 300 séries de TV. Este texto vai ocupar menos de 30k em um arquivo Word. Qualquer HD hoje em dia tem capacidade pra armazenar o equivalente a todos os livros da maior das bibliotecas.


E trocar arquivos então? Ficou muito fácil. Nem precisa mais ir na banca xing-ling. É tudo feito via internet, rapidex nas nossas conexões largas. Jornal? Eu leio 3 jornais de manhã. Tenho O Globo, Estadão e Folha, edições integrais digitalizadas para ver no iPad. Transferir conteúdo nunca foi tão fácil.


E como é mais fácil transferir do que comprar, a pirataria rola solta. Não porque o mundo hoje é feito de barbudos de tapa-olho com perna de pau, mas porque é mais fácil piratear do que comprar.


Mas na balada da troca de arquivos e do tudo grátis, uma pulga vai mordendo a minha orelha. Quem vai pagar a conta?


Se tudo isso vai de um lado para o outro sem a gente ter que gastar, o dinheiro para de fluir e para de chegar nas mãos de quem está produzindo todo esse material. Se você não se preocupa com os grandes estúdios porque você pensa que eles são ricos e não precisam do dinheiro, pense na turma da música, sempre correndo atrás de um trocado. Se não tem disco vendendo, só resta ao cara fazer show pra burro pra tentar pagar a conta. E a conta não se paga. O mesmo vale para filmes, séries de TV, jornais, revistas, tudo o que a gente consome e baixa rapidinho e grátis pela internet, mas que depende de gente e grana pra se produzir.


O fato é que, enquanto vamos conseguindo maneiras cada vez mais simples de conseguir o que a gente quer ver, ouvir e ler, o modelo que paga esses produtores e permite que eles vivam do que fazem não está funcionando mais, e ainda não há nenhuma outra forma de se pagar a conta.


E se continuarmos sem pagar a conta a longo prazo, quem vai conseguir escrever os livros e jornais, produzir as músicas, séries de TV e filmes? Quem vai pagar pela conta da produção intelectual?


Há alguns modelos sendo testados que tentam propor uma forma nova de pagar essa conta, e fazer o dinheiro voltar a fluir para quem produz. Tipo AppleTV, Hulu e mais uns tantos que rolam lá fora e que vão chegar aqui em algum momento.


E quando eles chegarem, pode ter certeza de que eu vou estar lá na primeira fila pagando para ver, ouvir, ler…


Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

A BOCA-LIVRE DA SOCIAL MEDIA

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 3 dezembro 2009

Quando eu era criança, gostava de colecionar etiquetas de lojas. Era assim. Praticamente toda loja fazia etiquetas para colar nos embrulhos das compras. Cada loja fazia a sua, diferente, colorida, com facas e cores especiais. Umas metalizadas, outras plastificadas. Um barato. A gente ia de loja em loja no bairro para pedir etiquetas, e depois colava elas num caderno.

Outros colecionavam displays plásticos. Eram logos de produtos, geralmente remédios, feitos em relevo, coloridos em tamanho grande. Ficavam muito bacanas dispostos na parede, e eu tinha um amigo que tinha seu quarto lotado com eles. Passaram-se uns tantos anos (diria décadas, mas fiz aniversário ontem e não estou querendo falar dessas coisas de idade) e reconheço hoje em dia uma situação parecida, onde os colecionáveis são outros e eles vêm até nós, e não o contrário.

Vivemos a era da boca-livre da social media. Você, eu, blogueiro e blogueira, twitteiro e twitteira famoso ou influente com milhares de seguidores entra na lista das agências e das marcas, e passa a receber regularmente kits e produtos para testes, e convites para festas, eventos e similares.

São caixas mirabolantes, envelopes fantásticos, camisetas, brindes, massagens, viagens de balão, saltos de paraquedas, turismo, software grátis, globos de discoteca, enfim, um mundo sem fim de coisas criativas e interessantes para você, que bloga ou tuíta, experimentar e, desejadamente, depois falar bem daquele produto ou ação.

A sala vai ficando lotada de coisas e as agendas não são fáceis de conciliar. Precisa “bookar” com antecedência, ou seu trendsetter favorito pode não estar disponível naquela data. O twitteiro ou blogueiro amigo vai ficando tão acostumado com o assédio que as ações precisam ser cada vez mais mirabolantes para chamar a sua atenção.

Não sei se alguém conseguiria viver só disso – afinal, em nada até hoje dinheiro costuma estar envolvido, apenas atenção –, mas viver na boca-livre da blogosfera acaba sendo um grande barato, sim senhor. Mas gostoso mesmo era ter que correr atrás e andar quadras e quadras pelo bairro até achar aquele adesivo que ninguém mais tinha e que só você conseguiu.

Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

A MALDIÇÃO DA INFO-OBESIDADE

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 20 outubro 2009

Eu juro que ouvi essa expressão em uma palestra, mas não consegui achar depois procurando no Google – e, você sabe, se não está no Google não existe. Então considero que o termo passa a estar cunhado agora, e junto com o termo vai a definição: Info-obesidade – s.f. Excesso de informação, consumida pelas infinitas formas de mídia disponíveis no mundo contemporâneo.

Quem seriam os info-obesos? Basicamente todos nós, habitantes do mundo digital contemporâneo, com acesso aos inúmeros canais de informação que agora temos à nossa disposição. A verdade é que consumimos in-fi-ni-ta-men-te mais informação do que conseguimos processar ou digerir. E isso não é necessariamente bom. Não causa impactos visíveis à nossa figura, mas afeta forte as nossas cabeças.

Nós, info-obesos, estamos cada vez mais saturados de informação e cada vez mais rasos de conhecimento. É sim, você ouviu isso na TV, naquele comercial do Estadão (e em outros com discurso parecido), mas é a pura verdade. À medida que vamos consumindo mais e mais informação não vamos necessariamente ganhando mais conhecimento. Veja se você reconhece a cena. É 1 da manhã e você está com o notebook no colo. A TV ligada no finalzinho do Jô, que você assiste por pura inércia. Uma janela com o Twitter, outra com o MSN Messenger, 8 tabs abertas no seu Firefox, o Facebook, o leitor de RSS e o e-mail em algum canto. Você está morto de cansado e sabe que precisa ir dormir, mas ainda não terminou de percorrer todos os feeds de informação que você possui. Portanto, não dá pra desligar. Nada mais é produtivo, mas você continua ali, post depois de post, feed depois de feed, consumindo mais informação e ficando mais info-obeso.

Cadê o tempo para se aprofundar? Um post com mais de 2 parágrafos? Um vídeo com mais de 3 minutos? Um artigo de 2 páginas? Uma revista? Livro, nem pensar? Nas únicas 24 horas do seu dia, que tal trocar um pouco das calorias das informações pela nutrição do conhecimento? :)

Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

A TEIA EM TEMPO REAL

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 3 setembro 2009

Uma mudança radical está acontecendo sem que a gente se dê tanta conta ainda. À medida que o Twitter vai crescendo, e ele tem crescido vertiginosamente desde o início deste ano, a web vai começando a ganhar uma dimensão, até há pouco, impossível. A web começa a ganhar a dimensão do tempo real.

A partir da possibilidade de pesquisar as conversas e o conteúdo gerado pelo Twitter, estamos começando a ter acesso ao que a web pensa no momento em que ela pensa e não mais apenas a aquilo que ela arquiva. Veja o exemplo, e fica fácil de entender.

Pesquisando por “Fora Sarney” no Google, o resultado é uma lista de sites, encabeçada por dois endereços oficiais, o forasarney.com e o forasarney.com.br, e mais uma penca de outros. Ou seja, o resultado são endereços de páginas que devem ter sido atualizadas há, no mínimo, 24 horas. Podemos ter ainda acesso aos resultados de notícias – mais frescos, mas paramos por aí.

Agora, quando pesquisamos por “Fora Sarney” no Twitter, o resultado é um stream de posts feitos por usuários comuns de todas as partes do mundo, onde o mais novo tem menos de 3 minutos de vida. Ou seja, o Twitter me devolve resultados do que está acontecendo agora, ao vivo na web, versus endereços de páginas estáticas informados pelo Google.

Não se trata de uma briga Twitter x Google, pois, tenha certeza, em muito pouco tempo tudo isso vai mudar. O Google vai incorporar de alguma forma as características do Twitter. O Twitter vai se modificar também – e, portanto, essa comparação entre marcas vai tomar outra cara.

Mas o ponto é que a popularização do Twitter está nos dando acesso a um tipo de pesquisa jamais visto antes, aquela que nos permite ver, em tempo real, o que o mundo está pensando. Algo extraordinariamente poderoso, com implicações que não dá nem para imaginar ainda.

Bem-vindos à era da teia em tempo real.

Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

LEVE A AGENDA LEVE

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 5 junho 2009

Eu uso agenda eletrônica há mais ou menos uns 10 anos. Desde o velho Palm Pilot em 98 ou 99, deixo os meus contatos lá. Fui mudando de computador e organizador pessoal, e sincronizando meu caderno de telefones e agenda de compromissos de máquina para máquina.

Depois vieram os smartphones e aposentei o Palm. O primeiro era na realidade um Palm Treo, que juntava telefone e organizador pessoal em um só. Depois veio o BlackBerry e por aí fui. No meio disso tudo, chegaram as redes sociais de todos os tipos. O Orkut para encontrar os amigos, o Facebook para evoluir, o LinkedIn para os contatos profissionais, o Plaxo para ajudar a deixar o caderno de telefones atualizado etc.

Parei dia desses para olhar os endereços que estavam cadastrados no meu computador (e no meu telefone) e encontrei lá 650 registros. Beleza que eu sou um cara conectado, há muitos anos no mercado, cheio de conhecidos. Mas definitivamente meus contatos do cotidiano não devem chegar a 100 pessoas. Portanto, quem são essas 650 pessoas na minha agenda? Olhei com cuidado e comecei a separar conhecidos de amigos, médicos e contatos profissionais com quem lido com regularidade. Percebi que boa parte dos 650 nomes eram pessoas com quem eu não tinha mesmo contato cotidiano, e percebi também que eu já estava conectado com praticamente todas essas pessoas através de uma das minhas inúmeras redes sociais.

Resolvi deletar da minha agenda pessoal todos aqueles contatos com quem eu não me relacionava no dia a dia, mas que eu poderia alcançar, caso quisesse, através das redes. O próximo passo foi olhar os detalhes. Me dei conta de que eu jamais fazia conexão via telefone com a metade dos contatos que ainda estavam na agenda.

Não só não falava com eles via telefone como, provavelmente, os números que eu tinha ali já deviam estar desatualizados. Logo, o que me interessava era basicamente o e-mail. Deletei o resto das informações. Fuçando aqui e ali, minha agenda foi se reduzindo, reduzindo, até ficar restrita ao básico daqueles contatos do cotidiano.

Entendi que a minha agenda pessoal é, e deve ser, mesmo pessoal; portanto, restrita a aqueles com quem eu tenho contato diário ou, no máximo, eventual. Do resto o Orkut, Facebook, LinkedIn, Plaxo e o Twitter se encarregam. E se eles não conseguirem,tem o Google.
Agenda leve djá!

Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

MENOS É MENOS

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 29 abril 2009

De repente me vi com 5 contas de e-mail, 2 Blackberry, Twitter, Flickr, Facebook e Ning para seguir, tipo TODOS os dias. O RSS eu nem me incomodo em abrir mais, apesar das dezenas de blogs bacanas que eu selecionei ao longo do tempo e tenho lá para acompanhar.

De noite em casa, pra relaxar a cabeça um pouquinho de TV. Apesar dos 300 e tantos canais, eu ando vendo apenas os que são em HD, e isso limita a vida a apenas uns 6. Mas na AppleTV, além de todas as minhas coisas, mais o mundo de possibilidades para alugar e comprar, ainda encontro um mundo de videocasts.

Achar um tempo para leitura é fundamental. Onde encaixar?

Claro, já falei de tudo isso no passado. E também falei do Twitter, e de todo o seu sucesso, bem antes dele cair na mídia de massa. Qual a novidade?

A novidade é que, com a vinda do Twitter, uma nova lógica começou a ser evidenciada na internet, e acho que essa lógica pode vir a revolucionar a nossa cabeça e nos dar um pouco de descanso, nesse mundo de exuberância de informação no qual a gente está afogado hoje em dia.

MENOS É MENOS.

Sim, menos é menos. Claro, uma brincadeira com “menos é mais”, mas nesse caso quero reforçar como é bom o MENOS.

A grande novidade do Twitter – e, na minha opinião e na de muitos, sua principal qualidade – é o fato dele ser tão direto e sucinto: 140 caracteres, sem imagens, sem formatação, sem nada. Estou convencido de que as pessoas estão amando o Twitter não porque ele é uma novidade, mas porque ele é MENOS. E, na sobrecarga de informação em que o mundo está metido hoje em dia, MENOS é muito bom.

Ao contrário do Second Life, que no minuto em que vi tinha certeza de que não duraria muito, tenho CERTEZA de que o Twitter veio para ficar. Talvez a empresa Twitter não dure tanto. Talvez apareça uma outra ferramenta similar mais competente (como o MSN quando substituiu o ICQ), mas acho que o conceito de se trabalhar com MENOS informação e de forma SUCINTA é um caminho sem volta e que vai ser cada vez mais explorado.

Estou olhando para um futuro em que a preocupação com o minimalismo e com o MENOS será cada vez maior. De idéias e interfaces simples, cada vez mais straight to the point, fáceis de usar, despoluídas, leves.

Simplifique sua vida! Viva o MENOS! MENOS É MENOS!

Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas

EM TEMPOS DE CRISE DIGA “SIM”

por MICHEL LENT SCHWARTZMAN | 20 março 2009

Hoje é domingo de noite, dia 1º de março de 2009. O Carnaval acabou de acabar, e, seguindo a tradição brasileira, podemos dizer que o ano começa efetivamente amanhã. Aproveitei esse período de “férias” prolongadas pra botar a vida cinematográfica em dia. Dos diversos bons filmes que concorreram ao Oscar este ano, basicamente todos eram a maior deprê. Pesados, tristes, profundos. Pra dar uma desintoxicada e lavar a cabeça, resolvi sair do circuito Oscar indo assistir Sim Senhor, estrelado pelo Jim Carrey. O filme mostra a vida do protagonista depois que ele se compromete a dizer “sim” pra tudo que lhe é oferecido pela sorte. Semelhanças à parte com O Mentiroso, onde o mesmo Jim só podia dizer a verdade, o filme deixa a gente com um desafio interessante? e se efetivamente disséssemos mais “sim” para as oportunidades que a vida nos oferece?

Fora da sala do cinema, a crise bate forte no mundo e tem seus reflexos no nosso país, impossível de se evitar. Os otimistas dizem que o Brasil vai passar de forma mais branda pela crise, mas o impacto que ela terá aqui é difícil de se medir. Por causa desse movimento nas últimas semanas,conversei com umas tantas pessoas que perderam seu emprego ou estavam às vésperas de perder. Para boa parte delas, a solução tem sido seguir o caminho de sempre de buscarrecolocação, mas em algumas vi um sinal de esperança muito bacana.Era gente assustada, sim, com a instabilidade de não estar empregada, mas ao mesmo tempo se permitindo ficar entusiasmada com a possibilidade da mudança. Gente pensando em ir morar em outro país, abrir seu próprio negócio em vez de procurar emprego, mudar de área completamente.

Gente olhando não para o lado negativo, mas para as oportunidades que a vida oferece num momento destes, mesmo que elas tenham sido originadas por uma crise. E como dizem que em tempos de crise é que aparecem as grandes oportunidades, que tal ficarmos atentos para a sorte e dizermos “SIM” quando ela aparecer?

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Michel Lent Schwartzman é publicitário, interativo e diretor da 10‘ Minutos