SMART TALK NO YOUPIX FESTIVAL – A EVOLUÇÃO EM REDE

por ROSANA HERMANN | 9 julho 2012


Olá, leitores.  Olá, TV.

Inevitável não querer interagir com todos os demais eletrônicos da mesma forma. Depois de compartilhar como foi usar umas dessas TVs inteligentes em casa, levei a experiência com a #SamsungSmartTV para o youPIX e coloquei à prova a sua interatividade.

Os comandos de voz e movimento estão caindo no gosto do povo e vi muita gente no evento já familiarizados com eles. Nem parecia que essa relação era tão recente! E quem ainda não conhecia, pôde testar entre vários aparelhos disponíveis no evento. Não tem quem não fique maravilhado.

No Smart Talk, em um auditório lotado nos tornamos um grupo.

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PORFOROFOBIA: OS FORTES SABEM O QUE É

por ROSANA HERMANN | 29 junho 2012

Ser humano é como feijoada, tem que ter aquele negócio de “pertence”. Todo mundo quer e precisa pertencer a alguma coisa, nem que seja à própria família. Por isso temos fã-clube, time do coração, escola de samba, clube da esquina, grupo do Facebook, panela do Twitter, turma do bar, coral da firma.

 

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ME ABRAÇA, ME BEIJA, ME DÁ UM BADGE!

por ROSANA HERMANN | 2 março 2012

O 4square é um sucesso. Você faz checkins e ele dá badges pra você. Você vai juntando tudo como se fosse uma coleção de selos, ou pedras numa cartela de bingo. Você se sente premiado pelo seu esforço de ter ido a todos aqueles lugares. É lindo de ver aquela coleção de medalhinhas, insígnias e troféus que nem existem de verdade, mas aquecem o coração carente do futuro prefeito do ‘bar, boteco e pebolim do Seu Mané Joaquim’.

O Klout é um sucesso. Você dá e ganha klout dos outros. Ninguém sabe muito bem o que é, nem pra que serve, mas se você for um ser social atuante, papai do Klout vai dar nota alta pra você. E, cada vez que você acessa o site eles dão mais um brinde. Você se sente O Vipão da pulseirinha nobre, com acesso a tudo, Yay!

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VIDA EM REDE, O ESPELHO DE CIRCO DA HUMANIDADE

por ROSANA HERMANN | 30 janeiro 2012

Se tem uma coisa que a vida em rede nos mostrou é o quanto somos todos iguais, principalmente no que diz respeito ao desejo de ser diferente.

Tínhamos uma vaga ideia da homogeneização (é, é assim mesmo, confirmei umas 3 vezes com o revisor) dos humanóides desde o tempo dos emails. Os textos mesozóicos em caps lock, os anexos em ppt com musiquinha midi, os gifs animados de anjinhos, as correntes, os spams. Dava pra ver que os comportamentos continham similaridades gritantes. Porém, como os emails eram privados e, no máximo alcançavam aquele grupinho de discussão, ficava só na impressão.

Com o avanço dos fóruns, o surgimento dos blogs, dos comunicadores instantâneos, fomos percebendo que tínhamos mais em comum com nossos semelhantes conectados. Até que o Facebook – esse clube de vantagens sociais – e o Twitter – esse Mercado persa de novidades – transformaram-se num gigantesco espelho de circo da sociedade moderna que, ao mesmo tempo, deforma e revela o que somos e como queremos ser percebidos no mundo.

Abaixo, uma visão distorcida e doentia dos desejos que todos nós temos em comum coletados em um lustro de convívio social. Veja o que todo mundo quer ser ou parecer, em algum momento da sua timeline.

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GOOGLE ZEITGEIST 2011: “A DÚVIDA É NA FORMA E NO CONTEÚDO”

por ROSANA HERMANN | 22 dezembro 2011

 

Na semana passada, o Google publicou o seu Zeitgeist, revelando quais foram as buscas que mais cresceram em 2011. É claro que esses dados, vindos do maior buscador do mundo, significam MUITA coisa sobre quem somos, nossos hábitos e comportamentos na internet. Com essas informações dá pra ter uma ideia bem legal do que, além de minhocas, a galera tem na cabeça quando vai usar a web. :)
Ao todo, o Google separou todas as pesquisas em 10 categorias. São elas:

Aqui, resolvemos chamar algumas pessoas que manjam bastante de web pra comentar alguns dos principais resultados desse Zeitgeist e tentar entender o que eles podem nos revelar sobre os brasileiros. Uma delas é a Rosana Hermann, blogueira, jornalista, viciada em Twitter e Gerente de Inovação do portal R7, que chamamos pra falar sobre o assuntos mas procurados em “O que é“. Dá uma olhada. :)

 

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É MUITO AMOR. SÓ QUE AO CONTRÁRIO!

por ROSANA HERMANN | 25 novembro 2011

Preciso fazer um adendo antes de começar o texto:  tenho quase certeza que foi  a @alesie que começou essa história  de ‘só que ao contrário’, o modo extenso do já consagrado NOT. Agora posso seguir em frente e falar desse incrível AMOR que vemos diariamente no Twitter, só que antípoda.

Nunca na história desse mundo online tantos odiaram tudo o tempo todo. É tanta falta de amor que dá ódio. Começando pelo clássico futebol. Ok, o futebol é assim mesmo. A gente tem um time do coração e o resto é do intestino. A gente odeia aquele outro time de merda. Nada de novo.

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Egosfera, a espessa camada de vaidade que reveste as redes sociais

por ROSANA HERMANN | 19 agosto 2011

Quando troquei o trabalho de redação e criação do Pânico na TV para apresentar um programa diário, ouvi do Tutinha uma mistura de despedida e maldição para que eu me desse mal na nova jornada. Achei que foi uma demonstração de afeto travestida de punição por eu estar indo embora. Entre as coisas que Tutinha me disse estava a fatídica acusação: “Você quer ser apresentadora só para aparecer!”.

Isso foi antes do boom das redes sociais. Hoje, a acusação seria ridícula. Todo mundo quer aparecer. A pessoa que não quer se destacar é a exceção. Isso é o normal. O que não é normal é o que está acontecendo agora, uma espécie de onda gigantesca de histeria coletiva em busca de atenção e holofotes. As pessoas fazem de tudo, de xingar a produzir material que choque, ainda que pelo estúpido ou grotesco.

A sensação que dá é que o anonimato é uma chaga da qual todos querem se livrar. A notoriedade virou uma nova moeda, a estaleca do reality show do Twitter. Acumular fama é como acumular riqueza.

É claro que todos temos um ego, que nos interessamos primordialmente por nosso “self”. Que queremos aplausos e aprovação, como a criança que faz algo esperando um elogio dos pais. Mas não somos mais crianças e temos compromissos, engajamento, responsabilidades, noção do todo. Essa é a sabedoria social: entender a si mesmo e aos outros, não julgar antes de compreender, não acusar sem provas, aceitar o diferente, discutir ideias e não só pessoas. E, sobretudo, abrir mão do ego, nem que seja só um pouquinho. Porque, se não fizermos isso, vamos nos sufocar. O excesso de vaidade é a poluição social que se acumula numa espessa camada chamada Egosfera, que cega os olhos e nos impede de respirar, de ver o sol; é a “feia fumaça que sobe apagando as estrelas”* dentro de nós.

 

ESTOU CHATEADA COM O TWITTER

por ROSANA HERMANN | 29 julho 2011

*Coluna originalmente publicada no Querido Leitor


A gente tem carinho por certas marcas, por determinadas empresas. Elas fazem parte da nossa vida, da nossa história. O primeiro carro que seu pai comprou com muito esforço, aquele sabonete que faz você lembrar do carinho da sua avó, o cosmético que deixou você se sentindo bem. As delícias e doces, a emissora de TV que passava os seus desenhos favoritos. Não vivemos na era dos Waltons, vivemos num mundo capitalista e convivemos com todas as marcas. E, nossos relacionamentos com elas são intrínsecos à nossa existência. Pois chegou a hora de fazer da DR com o Twitter.

Sempre amei o Twitter. Foi amor ao primeiro tweet. Meus amigos diziam que era a minha cara, que eu ia adorar e estavam certos. Conto no livro que escrevi sobre o Twitter, “Um passarinho me contou – relatos de uma viciada em Twitter” que o Gustavo Jreige diz que eu já tuitava antes do Twitter existir. No livro eu conto boa parte da minha vida com o passarinho azul desde abril de 2007. Pois nessa celebração de 4 anos, Bodas de Flores e Frutas, vou descascar um pequeno abacaxi com o querido serviço de microblogging.

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TWITTER, ESTAMOS NA FASE ANAL

por ROSANA HERMANN | 8 julho 2011

Dos dois aos quatro anos, aproximadamente, toda criança está no que Freud chamou de “a fase anal” ou, “fase anal sádica”, carregada de simbolismo erótico na passagem da passividade para a atividade.

A fase anal é aquela em que a criança aprende a controlar sua produção de outputs de sílabas duplicadas, tipo xixi/cocô. É uma fase muito importante no desenvolvimento corporal, psíquico e sexual e que traz grandes ensinamentos sobre a nossa existência. Primeiro porque a criança toma consciência de que todo mundo faz merda na vida. Segundo porque ela descobre o prazer de cagar e andar pro mundo.

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A TEORIA DO CHEETOS BOLINHA SABOR QUEIJO

por ROSANA HERMANN | 27 abril 2011

O ser humano não é movido pela razão. Não é a lógica que nos leva a pensar, tomar decisões ou agir, tudo é muito mais subjetivo do que pensamos. Até seus desejos são frutos da subjetividade e da aleatoriedade. Até o sucesso é assim. É tudo aleatório, nem dá vontade de sair de casa.
A web reproduz essa realidade do mundo humano, e real, igualzinha, sem clicar nem pôr. Em qualquer tela que você olhe, vai ver gente sem talento fazendo sucesso, expressões idiotas virando moda, vídeos estúpidos viralizando e assuntos 100% nada a ver nos Trending Topics Brasil. Por quê?

A resposta pode estar no efeito Cheetos bolinha sabor queijo que você certamente já deve ter comido. O salgadinho é tudo de fake, tudo de ruim, tudo de absurdo. É totalmente artificial, solta pozinho que gruda nos dedos e nos dentes, tem cor de mexerica, textura de isopor, aroma de todas as meias dos jogadores de um time inteiro de basquete. Alguns consumidores já teorizaram sobre a possibilidade dos funcionários peidarem nos saquinhos, fato que nunca foi comprovado. E, claro, contém gordura, glutamato de sódio, muito sal e coisas que certamente não vão compor uma refeição nutritiva. A gente sabe de tudo isso. Está escrito no saquinho. E, no entanto, a gente come. Por quê?

Porque é gostoso. Porque a gente começa e cai no vício. Porque existe. Porque está logo ali na mão. Porque vende. Porque sim. Mas, sobretudo, porque não é uma questão de lógica, mas uma questão de afeto.Bolinha é uma coisa fofa. Todo mundo brincou com bola e bolinha, a gente tem memória afetiva. E queijo é uma coisa deliciosa, mesmo que seja só uma palavra, uma ideia, muito longe de estar presente no salgadinho. E tem o barulhinho, aquele monte de crock, crack, creck que vai distraindo a pessoa enquanto ela vai mastigando. E o cheiro ruim, bem, é tão ruim que acaba sendo bom. E, mesmo que não faça bem, ah, sei lá, é lúdico ficar com os dedos cor de laranja. Dá vontade de chupar os dedos e continuar até o final do saquinho. E quando acaba a gente ainda come o resto do pozinho, improvisando um deep-and-lick na cara dura.

Sim, senhoras e senhores membros do conselho, a gente sabe de tudo. Mas informação não muda comportamento. Saber não basta pra fazer ou deixar de fazer. E é por isso que as pessoas continuam clicando em links que não devem, abrindo arquivos que contaminam, jogando lixo no chão e dando forward em PPT com musiquinha midi. Na vida on e offline agimos por motivos ilógicos.
Tenha sempre isso em mente quando você estiver numa rede social. As pessoas estão lá por razões diversas, agem como agem por motivos incompreensíveis e a única forma de sobreviver é não usar muito a lógica. Deixe a lógica pra outra ocasião, digamos, pra sua próxima refeição. Certeza que você vai trocar o próximo pacote de salgadinho por uma carambola. NOT.

 


Um beijo, um browse, um aperto de mouse da ROSANA HERMANN (@rosana e r7.com/rosana)