Sobre o rolezinho e a velha orkutização

por Renan Dissenha Fagundes | 15 janeiro 2014

A essa altura você já deve ter ouvido falar mais de uma vez dos “rolezinhos no shopping”, que são, em uma explicação bem simplificada, jovens da periferia se encontrando em shoppings usando redes sociais (se estiver meio perdido, a gente fez um guia com links para entender melhor o rolê).

Enquanto a maior parte dos jovens nos eventos parece só querer se divertir, beijar na boca, encontrar seus ídolos do Facebook (que não, não são celebs do mainstream) e curtir a vida (fazer zueira, basicamente), outros jovens, de classe média e politizados, resolveram entender a pira com um viés político — e até marcaram rolês com uma pegada bem mais de protestos do que de festa (que é a ideia original).

rolezinho_politizado

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O monoteísmo das redes sociais

por Edney "Interney" Souza | 15 agosto 2013

igreja_facebook

Em uma de suas muitas definições, religião é o ato de se reconectar com Deus, talvez essa analogia, onde as ferramentas digitais de redes sociais são os veículos para se reconectar com seus amigos, explique o fanatismo que as pessoas possuem por uma ou outra ferramenta em específico.

Eu fico profundamente incomodado quando uma pessoa briga com outra porque prefere a rede social X, Y ou Z. Geralmente essas brigas incluem Twitter, Facebook e Google+.

Você pode usá-las de formas diferentes, porque são ferramentas com características distintas, e eu entendo que refazer suas conexões em cada rede é trabalhoso, mas nos dias de hoje existem recursos que podem simplificar e muito essa segmentação.

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#OccupyGezi prova que ativismo de sofá e ativismo de rua se completam

por CAROL ALMEIDA | 4 junho 2013

GeziCelular1

Extremistas, partido da oposição e redes sociais. Não necessariamente nessa ordem. Segundo o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, são esses os grandes culpados por todos os protestos que têm acontecido em Istambul nesses últimos dias.

“Essa coisa que chamam de redes sociais não passa de uma fonte de problemas para a sociedade atual. Há um problema que se chama Twitter. Ali se difundem mentiras”, diz ele, todo senhor da razão e da maior asneira que alguém poderia falar.

TwitterRevolution

Sim, porque graças a essas mesmas redes sociais, sabemos que protestos como esse em Istambul são tudo menos uma atividade partidária organizada para atingir o governo especificamente. E caso você ande boiando geral na história, aqui vai um resumo do que tem sido divulgado por aí:

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Qual o problema do Facebook com as mulheres?

por CAROL ALMEIDA | 31 maio 2013

Next1

Não se sabe se foi alguma moça que não ligou no dia seguinte, ou mesmo uma menina que roubou o pirulito do Mark Zuckerberg no pátio do colégio. Fato é que fica cada vez mais claro que a rede do 1.1 bilhão de usuários precisa urgentemente consultar um terapeuta ~por motivos de~: misoginia.

E, claro, mudar ontem seu sistema de reconhecimento de imagens e moderação para evitar catástrofes maiores do que as que já vêm acontecendo.

A acusação é séria e, acreditem, não é gratuita.

O caso mais recente de desfecho trágico aconteceu na Itália, onde uma menina de 14 anos se suicidou porque não conseguiu lidar com o cyberbullying de um grupo de rapazes que comentaram em um vídeo que circulou livremente pelo Facebook durante alguns dias. Nele, a menina era vista bêbada em uma festa. Foi o suficiente para choverem mensagens agressivas e violentas contra ela.

Poderíamos gastar vários parágrafos aqui relatando outras inúmeras situações de agressões a mulheres (especialmente adolescentes), mas melhor ir direto ao ponto:

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Por que o ranking das fanpages mais influentes do Facebook está equivocado

por ANA BRAMBILLA | 15 maio 2013

News1

Pesquisas e rankings de mídias sociais sempre trazem curiosidades, ainda que a amostragem, o período de análise e as interpretações do autor possam distorcer o resultado sem dó nem piedade. Os relatórios regionais da SocialBakers sobre páginas de Facebook trazem dados para análises livres. E a última edição, de abril, levanta pontos interessantes especialmente no que se refere à categoria media.

No top 10 de Brasil, as fanpages que se destacaram estão divididas em oito canais ou programas de TV e dois portais, evidenciando que, embora o Twitter seja amplamente reconhecido como a rede da segunda tela, o comportamento massivo da maior mídia se estende para a atmosfera de nichos do Facebook.

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Site da “Agência Nacional de Autorregulação da Internet” entra no ar e sobram dúvidas

por PAULO RENA | 3 maio 2013

anarnet

Esta semana finalmente entrou no ar o site de uma instituição que vem causando muita curiosidade da internet: a ANARNET, Agência Nacional da Autorregulação da Internet. Infelizmente, pouca coisa foi explicada. Pior, o pouco que foi revelado só gerou mais dúvidas.

Há duas semanas, notícias sobre essa “agência” renderam muitas opiniões negativas, de desconfiança e suspeita. Repercutiu bastante a crítica de que a ANARNET #NãoNosRepresenta. Quem pegou mais leve disse que ela até era uma boa ideia, mas que parecia ambiciosa e poderia se perder na pretensão. Em uma pesquisa olhada em quase dois mil perfis no Twitter, não encontrei ninguém batendo palmas.

Mas o que afinal de contas será essa ANARNET? Com o site oficial, era de se esperar que fossem dadas algumas respostas. Só que não.

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Porque ainda somos digitais por acidente

por Edney "Interney" Souza | 26 abril 2013

Matrix3

Quem nasceu em 1995, início da internet comercial no Brasil, está fazendo 18 anos agora em 2013. Mas ainda não é essa geração que cuida dos negócios em nosso país, e muitas pessoas que nasceram em 1995 ainda não tinham internet ou computador em casa.

Existem poucas pessoas digitais de verdade em nossa sociedade, a maioria de nós aprendeu a usar computador e internet depois de ser alfabetizado, depois de ser doutrinado a consumir informação e estudar de outras formas.

Talvez num desespero de ser digital de verdade eu vejo muita gente usando tecnologia de uma forma bem irresponsável. Veja bem, não sou nenhum tipo de juiz ou autoridade pra sair por aí pregando que isso ou aquilo é errado ou proibido, mas quando empresas começam a falir e pessoas começam a ficar doentes é porque tem sim algo errado.

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Pause! A minha vida parou ou foi a internet?

por COLABORADOR S2 | 15 abril 2013

Não adianta insistir: a vida não aceita pause. Nem mesmo nas situações em que ela é cinzenta, monótona, cansativa… sem vida. Enquanto isto, nas redes sociais, a adrenalina pulsa, o dia a dia é empolgante, motivador, colorido e, os spams, imediatamente bloqueados. Nesta solidão globalizada, a inovação se esconde da razão e esbarra na contradição.

Para iniciar, somos incentivados a completar cada detalhe do perfil, mas desaconselhados a nos mostrar por inteiro. O enigmático sorriso, que paralisa por instantes o acelerado momento real, movimenta incansavelmente o sempre simpático ambiente virtual.
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Yeah Yeah Yeahs critica fãs que vão a shows e assistem tudo através da tela do celular

por CAROL ALMEIDA | 10 abril 2013

No último domingo, em Nova York, quem entrava no Webster Hall para assistir ao show da banda Yeah Yeah Yeahs dava de cara com um recadinho do amor: “Por favor, não assistam ao show através da tela de seu celular ou de sua câmera. Ponha essa merda de lado como cortesia à pessoa atrás de você e ao Nick, Karen e Brian”.

Neste momento, queria dar um abraço na banda inteira por causa disso.

Todos aqui sabemos como desde o ~advento do daguerreótipo~, no século 19, a humanidade mantém uma relação mística com a fotografia. No começo de tudo, houve até quem afirmasse que essas imagens sugariam nossa alma e a congelariam para todo sempre em um pedaço de papel. Fosse assim, estaríamos hoje todos desalmados, zumbis sem coração perambulando pelas ruas enquanto nossas almas circulariam livremente por aí, na timeline mais próxima da sua conexão.

Do daguerreótipo pro celular nosso de cada dia muita coisa mudou.
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As redes sociais se tornaram (o único) lugar de debate sobre a imprensa?

por CAROL ALMEIDA | 4 abril 2013

Em uma de suas colunas recentes na Revista do Brasil, o jornalista Lalo Leal escreveu que “jornais, revistas, o rádio e a televisão tratam de quase tudo sem restrição. Apenas um assunto é tabu: eles mesmos.” E que “se hoje a internet tem papel relevante nesse debate sobre a mídia, na academia houve retrocesso.”

Leal então, com a experiência de professor da USP que tem, fala sobre como a Academia vem ao longo desses últimos anos freando pesquisas sobre comunicação comparada (aquela quando analisamos diferentes meios abordando uma só uma notícia ou tema segundo vários pontos de vistas, desde os de conteúdo aos estéticos) e abrindo espaço para mestrados e doutorados moldados por uma lógica de mercado, investigando como fazer melhor proveito dos meios e das tecnologias, sem questionar o que vem sendo dito nesses meios e tecnologias.

Mas aquele papo todo sobre “o papel da internet” nessa história toda fica em forma de provocação. Então, licença aí, vamos provocar:

A internet, ou melhor, as redes sociais que saem juntando pessoas com interesses em comum, talvez sejam hoje o único lugar de debate sobre a imprensa. E esse é um debate justamente sobre o conteúdo – e não a forma – como o jornalismo é feito.
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